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domingo, 25 de janeiro de 2009

Website de livros, como vai essa novidade?


Segue abaixo uma tradução, muito livre, sobre o artigo de Courtney Sullivan (publicado no New York Times) sobre o assunto, vá aos links sobre as palavras para ver os site e resenhas dos livros, bem como fazer uma pesquisa de preços na Amazom.com)

Veja o Site, Compre o Livro.

Por J. Courtney Sullivan
Publicado em 23 de Janeiro de 2009.

Em 2002, a Random House (http://www.randomhouse.com/ ) consultou Jefferson Rabb (http://www.jeffersonrabb.com/ ) sobre a criação de uma site promocional para um promissor novo livro de suspense histórico. Rabb, conhecido por elaborar sites para clientes da MTV, Sephora e Elie Tahari, tinham construído somente um site para livro antes. O produto final, que continha musicas originais, belos gráficos, e um intricado jogo de perguntas, parecia mais com um comercial de vídeo game que de uma estória.


O livro em questão era “O Código Da Vinci” ( O Código Da Vinci ), e se o site tinha ou não alguma coisa haver com o sucesso do livro é um ponto anterior: entretanto, o nome de Rabb passou a ser sinônimo de originalidade e vendas. Hoje em dia, 70% dos sites que ele faz são para escritores, incluindo Haruki Murakami (autor de livros como The Wind-Up Bird Chronicle: A Novel) , Bret Easton Ellis (autor de livros como: American Psycho ) e Jhumpa Lahiri (autora de : Unaccustomed Earth).

As editoras costumavam esperar algo como, uma capa de Chip Kidd ou uma foto por Marion Ettlinger, que poderia aumentar a atenção e as vendas, mostrando que o livro tinha um grande visual. Recentemente, as editoras tinham encorajado os escritores a terem uma robusta presença on-line, um novo time de experts estava emergindo. Rabb e muitos outros são agora as pessoas do momento, para sites apropriados à livros e vídeos de livros, e vários autores estão conseguindo vender sem muito capital – geralmente de seus próprios bolsos – pelo privilégio de trabalhar com eles.

A questão para os webdesigners de site de livros pode se sintetizada da seguinte forma: “Sites de livros apresentam mudanças de caminhos que outros tipos de site não apresentam.” diz Rabb em uma entrevista telefônica. Devido a natureza particular de um livro mediano em geral, e a esperança de vender os direitos de um filme em particular, “sempre que eu coloco tão especificamente sobre a aparência de um característica, as pessoas começa a ficar muito nervosas”, ele adiciona.

Vejamos, o objetivo de Rabb representa uma “gestalt” do livro, como ele mesmo coloca. Seus sites também incluem material original do autor, como no que ele criou para “The Selected Works of T. S. Spivet”( The Selected Works of T. S. Spivet), Reif Larsen antecipou muito de sua primeira novela sobre uma Montana jovem e prodigiosamente obsessiva em fazer mapas. Aquele site – que com o passar do tempo ia incrementando-se desde um mês antes do lançamento do livro, em maio, – representa uma desconexa “exibição Smithisoniana” do título característico da obra, com alguns dos dez diferentes “gabinetes”, documentanto tudo de uma taxonomia de todos os animais sobre a terra do Oeste Americano. Isso incluía alguns vídeos de tempos diferentes das escarpas de Montana, animações com um dos diagramas de Spive ( que também aparecem nas margens do livro), certo número de “chamadas” onde as pessoas podiam deixar mensagens (que, obviamente, apareceriam posteriormente no site) e um colagem de sons baseados no barulho dos trens.

“Quando você esta escrevendo um livro, certamente você não senta ali pensando ‘Ei espero que isso apareça no site!” Diz Larsen. “Mas isso oferece uma grande oportunidade de experimentarmos com a entrada de características e caminhos narrativos em diferentes meios.”

Mas, sites de livros realmente ajudam a vender livros? Como em muitas questões de publicação, ninguém sabe ao certo. “Agora as pessoas vêem a presença na Web como um caminho, uma vez que podem fazer um tour pelo livro”, diz Sloane Crosley, um autor publicado pela Vintage/Anchor cujo próprio livro, “I Was Told There’d Be Cake” (I Was Told There'd Be Cake), era acompanhado por um website caracterizado com fotos de intrincados diagramas, vídeos e muito material novo que abastecerá um segundo livro. “Eu não sei quanto do sucesso de um livro pode ser trazido por um website, mas eles lançam sobre os livros um bocado inestimável de burburinho”.

Uma pesquisa publicada em Junho último pela Codex Group, uma firma de pesquisa que monitora as tendências na compra de livros, revelou que 8% dos compradores de livros tinham visitado o website dos autores em uma semana. Ela não revela, entretanto, quantos deles haviam clicado no link “compre esse livro” desses sites.

Todavia, uma considerável industria tinha crescido entorno de persuadir os escritores a fazer sites. A AuthorBytes, uma empresa multimídia iniciada em 2003, tinha construído sites para mais de 200 clientes, incluindo Paul Krugman (autor de The Return of Depression Economics and the Crisis of 2008), Chris Bohjalian (autor de The Double Bind (Vintage Contemporaries)) e Khaled Hosseini (autor de A Thousand Splendid Suns). O custo deles varia entre $3.500 à $35.000 dolares – com os autores pagando do seus próprios bolsos em 85% das vezes. As 20 pessoas empregadas na empresa inclui até três funcionários cujo trabalho é somente fazer atualizações.

“Se um autor vai ao ‘Today’show’ às 9 horas da manhã, o clip será carregado em seu site em minutos”, diz Steve Bennett, o fundador da companhia. “Isso é uma vantagem, porque o material novo é o que faz com que as pessoas volte ao site”.

Alguns autores estão tentar alavancar-se com o fator emocional por incluir um vídeo do livro em seus sites. Baseado em trailers de filmes, esses vídeos vem crescendo em popularidade desde 2006 com o advento do YouTube e do MySpace.

Vários vídeos de livros são pouco melhores que vídeos caseiros, dolorosamente estúpidos e quase comicamente ruins. Mas outros são impactantes, produções de grande porte. Os quase sete minutos de filme que acompanha o livro “The Shock Doctrine” (The Shock Doctrine: The Rise of Disaster Capitalism ) de Naomi Klein, dirigido por Alfonso Cuarón com toda uma equipe e exibições no Festival Internacional de Filmes de Veneza e Toronto de 2007, foi baixado na Internet mais de um milhão de vezes. “O Filme é uma coisa em si mesma, ele não parece como uma propaganda”, diz Klein em entrevista por telefone. “Mas isso faz parte de um fenômeno viral que faz de um livro um bestseller”.


Os negócios de video de livros começou em 2002, quando Sheila English, uma romancista não publicada, registrou o termo Book Trailer (Trailer de Livro) e iniciou sua própria empresa, a Circle of Seven Productions. Seus primeiros clientes eram na maior parte livros de ficção científica e romances, mas a invenção dos tocadores de vídeos em sites atraiu o interesse das grandes editoras. Três anos atrás a empresa de English tinha 12 projetos. Em 2008, ela alcançou 140, incluindo um trailer sobre o bestseller das memórias de Nic Sheff, “Tweak” (Tweak: Growing Up on Methamphetamines), caracterizado com rock, fragmentos de texto, imagens de partes do corpo, mas nunca um rosto por inteiro. “No final você vê o olho de uma garota dilatando”, explica English. “Qualquer um que tenha tido uma experiência de tomar anfetaminas automaticamente reconhece a imagem”.

Em 2005, Todd Steven, um produtor executivo de “Friends”, e Skye Van Raalte-Herzog, um executivo da Warner Brothers, jogaram fora seus empregos para começar a Expanded Books, outra empresa que produz e distribui vídeos de livros, com um contrato com a Microsoft Networks. Van Raalte-Herzog e Stevens tinham enviado equipes de produção para todo o mundo, freqüentemente conseguindo criatividade para obter acesso aos locais desejados. Um trailer para o livro de mistério de Gregg Hurwitz, “The Crime Writer” inspirado em um filme noir, por exemplo, é filmado em uma cela da Prisão Estadual de Los Angeles, bem como em um hospital da cidade.

“Eles tecnicamente não permitem que você faça injeções em hospitais, mas um amigo do câmera tinha uma operação, e ele acontecia também dele ser ator,” diz Van Raalte-Herzog. “Nós colocamos ele como o paciente, para uma realmente autêntica injeção”.

Brad Meltze fez três vídeos com a Expanded Books para seu último livro, “The Book of Lies”. Para um, ele escreveu o script e gravou com amigos, incluindo Joss Whedon, o criador de “Buff the Vampire Slayer”, e Christopher Hitchens, que contribuiu com os documentários, com entrevistas sobre um, supostamente, livro da Bíblia perdido.

Hitchens diz que em uma mensagem de e-mail que ele não conhece nada sobre vídeos de livros, mas dado o entusiasmo do seu editor, Jonathan Karp da Twelve, tinha o meio, “Eu certamente sinto que há um trailer no meu futuro”.

“O mundo das editoras são muito resistente a mudanças”, diz Meltzer. “Mas há várias pessoas – principalmente os jovens e os famintos - que estão tentando novas coisas. Os dias de somente furar e escrever na solidão estão acabando. Hoje em dia, você não pode ser um escritor de sucesso sem ter um pouco de Barnum* em seus ossos.”

*Barnum – Showman americano, famoso por criar um circo com atrações fantásticas, por vezes bizarras, fez muito sucesso com seu circo nas últimas décadas do século XIX.



Referência: http://www.nytimes.com/2009/01/25/books/review/Sullivan-t.html?ref=review

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